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Depressão infantil, interfere na aprendizagem?

  • 6 de jun. de 2018
  • 3 min de leitura

Na maioria dos casos a depressão na infância ocorre devido a situações traumáticas como discussões constantes entre familiares, divórcio dos pais, mudança de escola, falta de contato da criança com os pais ou sua morte.

Além disso, maus tratos, como violações ou convívio diário com pais alcoólicos ou dependes de drogas também pode contribuir para desenvolver depressão.

Os sintomas da depressão infantil variam com a idade da criança e o seu diagnostico nunca é fácil, sendo necessária uma avaliação detalhada. No entanto, alguns sinais que podem alertar os pais incluem:

  1. Rosto triste, apresentando olhos sem brilho e não sorrindo e um corpo caído e frágil, como se estivesse sempre cansado e olhando o vazio;

  2. Falta de vontade para brincar nem sozinha nem com outras crianças;

  3. Muita sonolência, cansaço constante e sem energia para nada;

  4. Birras e irritabilidade sem razão aparente, parecendo uma criança pirraça, com mau humor e má postura;

  5. Choro fácil e exagerado, devido a sensibilidade exagerada;

  6. Falta de apetite que pode levar a perda de peso, porém em alguns casos também pode surgir enorme desejo por doces;

  7. Dificuldade para dormir e muitos pesadelos;

  8. Medo e dificuldade em se separar da mãe ou do pai;

  9. Sentimento de inferioridade especialmente em relação aos amigos da creche ou escola;

  10. Fraco rendimento na escola, podendo ter notas vermelhas e falta de atenção;

  11. Incontinência urinária e fecal, depois de já ter adquirido a capacidade de não usar fralda.

Embora estes sinais de depressão sejam comuns nas crianças, eles podem ser mais específicos para cada idade da criança.

6 meses a 2 anos

Os principais sintomas de depressão na primeira infância, que ocorre até aos 2 anos, são recusa alimentar, pouco peso, estatura pequena, atraso da linguagem e distúrbios do sono.

2 a 6 anos

Na idade pré-escolar, que acontece entre os 2 e os 6 anos, as crianças na maioria dos casos apresentam birras constantes, muito cansaço, pouca vontade para brincar, falta de energia, fazer xixi na cama e eliminação de fezes involuntariamente.

Além disso, também podem ter muita dificuldade em separar-se da mãe ou do pai, evitando falar ou conviver com outras crianças e mantendo-se muito isolada. Também podem ocorrer crises intensas de choro e ter pesadelos e muita dificuldade em adormecer.

6 a 12 anos

Já na idade escolar, que ocorre entre os 6 e 12 anos, a depressão manifesta-se através dos mesmos sintomas anteriormente referidos, além de poder apresentar dificuldade para aprender, pouca concentração, notas vermelhas, isolamento, sensibilidade exagerada e irritabilidade, apatia, falta de paciência, dor de cabeça e de estômago e alterações no peso.

Além disso, é frequente sentimento de inferioridade, que é pior do que as outras crianças e diz constantemente frase do tipo "ninguém gosta de mim" ou “não sei fazer nada”.

Na adolescência, os sinais podem ser diferentes.(Nosso próximo assunto)

Como diagnosticar a depressão infantil

O diagnóstico normalmente é feito através de testes realizados pelo médico e análise de desenhos.

Como é feito o tratamento

Para curar a depressão na infância é necessário ter acompanhamento do pediatra, psicólogo, psiquiatra, familiares e professores e o tratamento deve durar pelo menos 6 meses para evitar recaídas.

Para ajudar na recuperação, os pais e professores devem colaborar no tratamento, estimulando a criança a brincar com outras crianças, fazer esportes, participar em atividades ao ar livre e elogiar a criança constantemente.

Como lidar com a criança deprimida

Conviver com uma criança com depressão não é fácil, porém os pais, familiares e professores devem ajudar a criança a ultrapassar a doença para que esta se sinta apoiada e que não está sozinha. Assim, deve-se:

  • Respeitar os sentimentos da criança, mostrando que os compreendem;

  • Incentivar a criança a desenvolver atividades que gosta sem causar pressão;

  • Elogiar a criança constantemente de todos os pequenos atos e não corrigir a criança perante outras crianças;

  • Dar muita atenção à criança, afirmando que estão ali para a ajudar;

  • Levar a criança para brincar com outras crianças para aumentar a interação;

  • Não deixar a criança brincar sozinha, nem ficar no quarto sozinha vendo televisão ou jogando jogos;

  • Incentivar a comer de 3 em 3 horas para se manter nutrida;

  • Manter o quarto confortável para ajudar a criança a adormecer e dormir bem.

Estas estratégias vão ajudar a criança a ganhar confiança, evitando o isolamento e melhorando a sua autoestima, contribuindo para que a criança consiga curar a depressão.

Fonte: https://www.tuasaude.com

*Drª. Beatriz Beltrame

http://www.bombilore.com


 
 
 

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Ana Rita Bordin Cardoso

Psicopedagoga clínica com Pós-Graduação em Educação Especial e Neuropsicopedagogia

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